ACHEI O CRISTO QUE LIBERTA

 

Nascido, criado e educado em lar evangélico, aos dezenove anos de idade, isto é, em mil novecentos e sessenta e seis, fui para o Exército, em Foz do Iguaçu - PR. - Brasil. Seis meses depois não ia mais a Igreja. Não estava acostumado com as coisas do mundo, nunca tinha participado de nada que o mundo oferece, pois não o conhecia. Por isso não rejeitei as ofertas, aprendi fumar, beber e jogar, em fim tudo o que desagradava a Deus estava em meu coração. Tornei-me dependente do álcool e do cigarro, e isso me levou a um sofrimento profundo.

Aos vinte e dois anos casei-me, estando eu longe dos caminhos daquele que um dia morreu na cruz para me salvar, mesmo assim orava ao Senhor, pedindo que ele me desse uma esposa crente, pois tinha medo de me casar com alguém que pertencesse ao meu mundo, pois sabia que se isso acontecesse tornava-se muito mais difícil voltar para a Igreja.

Não sei ao certo se Deus ouviu a minha oração: - aos vinte e dois anos conheci a Senhorita Loide, crente da Igreja Batista, com quem me casei; muito sofreu ao meu lado: Doze longos anos de uma vida miserável, pobre, naufragada na pobreza material e espiritual, eu vivia bêbado o tempo todo, não tinha amor pela família nem consideração. Vieram os filhos, foram crescendo naquela vida de temor e desespero, pois o homem sem Deus não tem consideração por ninguém, só ele sabe, e não aceita opiniões.

Os anos foram passando e eu mais e mais ia aumentando a quantidade de álcool ingerido, tomando nos últimos três anos média de cinqüenta a sessenta doses de pinga por dia. Fui ficando doente, com muitas dores nas pernas e nos pés, perdendo o ânimo e a coragem para trabalhar, já tinha perdido tudo, oficina mecânica, carro, dinheiro, os amigos a esperança de viver.

No mês de maio de mil novecentos e oitenta e um, quando não suportava mais as dores e vendo meus três filhos e esposa perecendo, a falta de roupas e alimentos, não suportei mais e fiz um propósito em meu coração e diante de Deus, que, largaria de beber. Acredito sinceramente que Deus ouviu a minha oração e me deu forças para vencer, com o abandono do álcool inopinado que sustentava o meu sistema nervoso as doenças se agravaram, chegando a ponto de não poder mais andar, deitei-me na cama e não pude mais levantar.   Fui então levado para o Hospital, e, lá fiquei oito dias tomando soro e uma infinidade de injeções e comprimidos; eu percebia que havia uma tensão ao redor de minha cama. Muitas pessoas me visitavam desde a manhã até à noite, mas entre tantos, tinha alguém que o fazia com mais interesse, era a irmã Diva Franco Rosa que, com muito amor, com um jeito muito especial, falava do amor de Deus para comigo, orava e me exortava dizendo: - Jesus ama você “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Salmo 37:5).

Saí do Hospital, voltei para a casa, sofri muitos ataques do diabo, a fazer me isolar da família, às vezes me dava uma crise de nervo, sentia vontade de voltar a beber novamente, mas o Senhor pela sua Palavra e misericórdia não permitiu (Filipenses 4:7). 

Em profecias o Senhor dizia que eu passaria por lutas e provações, mas ele estaria comigo. Fiquei cerca de um ano desempregado, sem nenhuma expectativa de vida, mas as promessas de Deus iam se cumprindo em minha vida uma a uma (Salmo 37: 23,24).

Recebi muito apoio espiritual e material por parte dos membros da Igreja Presbiteriana Renovada; mas devo sinceramente a minha conversão à minha esposa que suportou com paciência mais um pouco de tempo até que tudo voltasse à normalidade. 

Assim Deus fez com que eu reconhecesse a sua existência, através da dor, do sofrimento e da pobreza; meu coração era duro como uma pedra, mas o senhor o quebrou, fazendo-me reconhecer pequeno e miserável pecador diante da sua grandeza. 

Alcancei a salvação em Cristo Jesus, fui batizado no dia sete de março de mil novecentos e oitenta e dois, na Igreja Presbiteriana Renovada de Tapejara - PR. Reconstruí meu lar, amo minha esposa, meus filhos – meu lar é um pedacinho do céu, vivemos na bênção do Senhor Jesus Cristo, na paz do Espírito Santo. Deus abril as portas novamente, deu-me um trabalho muito superior ao de antes. 

Sou pai de três filhos. Rosimeire, in memoriam, mãe da Thaysi e do Lucas. Enéias, casado com a Sheila, e pai da Ana Caroline, E o Oziél, casado com a Letícia, e pai do Murilo. Vinte oito anos são passados e muitas coisas boas aconteceram em nossa vida. Fui presbítero por doze anos e há quatorze anos sou Pastor pela misericórdia de Deus. 

Que o nome do Senhor seja exaltado, hoje e eternamente. Amem. 

Se você ainda não tem Jesus como Senhor, não endureça o seu coração, O aceite agora mesmo. (Hebreus 3: 7 e 8 e 4: 7). 

Extraída do Jornal Aleluia Nº. 54, dezembro de 1983, pg. 14 e atualizado pelo autor. 

Testemunho de conversão do pastor Jônatas Martins Lopes

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Atualizado em 23/02/2011